domingo, 22 de março de 2026

PCC convoca líderes de outros estados para reforçar atuação na Baixada Santista após prisões em São Paulo

O Primeiro Comando da Capital (PCC) iniciou uma nova estratégia de reorganização interna na região da Baixada Santista, em São Paulo, após a prisão de lideranças importantes da facção. A movimentação envolve a convocação de integrantes de outros estados para assumir funções estratégicas no comando do tráfico de drogas no litoral paulista.
Entre os nomes apontados está Everton Araujo Roque, conhecido como “Santista”, que atuava como “Sintonia Final” no Mato Grosso do Sul e teria sido deslocado para reforçar a estrutura criminosa na região. A medida faz parte de uma estratégia da facção para recompor sua hierarquia e manter o controle das atividades ilícitas, especialmente o tráfico de cocaína.
Segundo informações, a organização tem optado por enviar integrantes com histórico menos conhecido pelas autoridades paulistas, com o objetivo de reduzir a vigilância e dificultar a identificação por parte das forças de segurança.
Prisões enfraquecem liderança na Baixada Santista
A reorganização ocorre após a prisão de duas lideranças femininas consideradas centrais na estrutura da facção na região de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Conhecidas pelos apelidos de “Malévola” e “Penélope”, as duas exerciam funções estratégicas dentro do grupo criminoso.
Malévola era responsável pela logística de distribuição de drogas, coordenando o fluxo de entorpecentes na Baixada Santista. Já Penélope atuava no controle da chamada “justiça paralela”, organizando tribunais do crime e registrando ocorrências internas da facção.
A retirada dessas lideranças do cenário criminoso provocou um vazio na estrutura de comando, acelerando a necessidade de reposição de integrantes para manter a organização ativa na região.
Estratégia para manter o controle do tráfico
Especialistas em segurança pública apontam que a transferência de criminosos entre estados é uma prática comum entre facções, principalmente após operações policiais que desarticulam núcleos locais. A estratégia busca garantir a continuidade das atividades ilícitas e preservar o domínio territorial.
A Baixada Santista é considerada uma área estratégica para o tráfico devido à proximidade com portos e rotas de escoamento de drogas, o que aumenta a disputa pelo controle da região.
Monitoramento das autoridades
As forças de segurança seguem acompanhando a movimentação da facção e intensificando ações de inteligência para identificar novos integrantes que chegam ao estado. O objetivo é impedir a reestruturação do grupo e enfraquecer sua atuação no litoral paulista.
A reorganização do PCC reforça o alerta das autoridades sobre a capacidade de adaptação das facções criminosas e a necessidade de operações contínuas para combater o crime organizado em nível nacional.