domingo, 22 de março de 2026

Flávio Bolsonaro propõe classificar PCC e CV como organizações terroristas e critica atuação do governo federal

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (22), durante agenda política em João Pessoa (PB), que classificaria facções criminosas como organizações terroristas caso estivesse na Presidência da República. A declaração foi feita em meio às discussões sobre o fortalecimento do combate ao crime organizado e a cooperação internacional contra grupos transnacionais.
De acordo com o parlamentar, organizações como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) deveriam ser enquadradas como terroristas, o que permitiria ações mais rígidas por parte do Estado e acordos internacionais para combater a criminalidade.
Durante o discurso, o senador afirmou que, se estivesse no comando do país, já teria adotado medidas para enquadrar as facções nesse tipo de classificação, defendendo a ampliação de parcerias com outros países para combater o crime organizado e aumentar a segurança da população.
Críticas ao governo federal
Na mesma agenda, Flávio Bolsonaro também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o governo federal não tem atuado com a firmeza necessária no enfrentamento às organizações criminosas. Segundo ele, o debate sobre uma possível interferência dos Estados Unidos no Brasil estaria sendo utilizado de forma política para gerar temor na população.
O senador declarou ainda que não existe qualquer proposta concreta de intervenção internacional no país e que o combate ao crime deve ser feito com políticas mais duras e cooperação internacional.
Discussão internacional sobre facções
A proposta mencionada pelo parlamentar segue uma linha semelhante à defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já discutiu a possibilidade de classificar organizações criminosas estrangeiras como terroristas. A medida permitiria bloqueio de bens, restrições financeiras, sanções internacionais e maior integração entre forças de segurança de diferentes países.
O tema vem ganhando espaço no cenário internacional devido ao crescimento das facções brasileiras e à atuação em redes de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro em diversos países.
Preocupação com soberania
Por outro lado, integrantes do governo federal avaliam que a classificação de facções como organizações terroristas deve ser analisada com cautela, especialmente por envolver questões diplomáticas e de soberania nacional. A posição é de que qualquer medida desse tipo precisa respeitar a legislação brasileira e ser discutida dentro dos canais institucionais.
O debate sobre segurança pública, cooperação internacional e combate ao crime organizado deve continuar em destaque nos próximos meses, principalmente com o avanço das discussões políticas e eleitorais no país.