A confirmação de dois casos de contaminação pelo fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, mais conhecido como Hospital da Polícia Militar, em Natal, provocou o bloqueio de parte da área de internação da unidade. A medida foi adotada após a identificação do primeiro caso, registrada no dia 5 de fevereiro.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), a direção do hospital está atuando em conjunto com órgãos de saúde para controlar a situação e garantir a segurança de pacientes e profissionais. O trabalho envolve também a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde.
Segundo a Sesap, equipes técnicas estão avaliando as condições necessárias para que o setor cirúrgico da unidade possa voltar a funcionar normalmente. A expectativa é de que, caso as medidas de controle sejam eficazes, a área seja liberada para uso já na próxima semana.
Enquanto parte da estrutura permanece bloqueada, os pacientes que necessitam de atendimento estão sendo encaminhados para outras unidades da rede estadual, conforme a gravidade e as necessidades de cada caso.
Apesar das restrições em alguns setores, a secretaria informou que as internações continuam acontecendo normalmente na ala voltada ao atendimento vascular do hospital.
Na semana passada, durante coletiva de imprensa, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, afirmou que não há previsão de interdição total da unidade. Segundo ele, a estratégia adotada pelo governo é isolar áreas específicas e reforçar os protocolos de limpeza e desinfecção para evitar a propagação do fungo.
As autoridades de saúde seguem monitorando a situação e reforçando as medidas de controle dentro da unidade hospitalar.