sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sesap confirma presença de “superfungo” em hospital de Natal, mas descarta surto na unidade

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação do fungo Candidozyma auris, conhecido internacionalmente como “superfungo”, em superfícies do Hospital Central Coronel Pedro Germano, o Hospital da Polícia Militar, em Natal.
Segundo a pasta, o micro-organismo foi encontrado na grade da cama e em uma cadeira utilizadas por um paciente já diagnosticado com a presença do fungo. Apesar da confirmação, a Sesap enfatizou que não há surto na unidade e que não existem outros casos registrados até o momento.
Caso monitorado e paciente em isolamento
O diagnóstico foi confirmado no dia 5 de fevereiro pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), após suspeita inicial registrada em 20 de janeiro. Exames complementares de genotipagem, realizados em São Paulo, validaram o tipo específico do fungo. O caso segue sob acompanhamento do Ministério da Saúde.
O paciente permanece em isolamento hospitalar, com quadro clínico estável e sem apresentar sintomas relacionados à infecção fúngica. Ele está internado para tratamento de outra condição de saúde.
O que é o “superfungo”?
A Candidozyma auris é considerada uma ameaça à saúde pública por sua alta resistência a medicamentos antifúngicos e pela capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies hospitalares. O fungo pode provocar infecções graves, principalmente em pacientes internados em unidades de terapia intensiva ou com o sistema imunológico comprometido.
Por essa razão, a detecção exige protocolos rigorosos de controle de infecção hospitalar, mesmo quando não há caracterização de surto.
Medidas reforçadas
De acordo com a Sesap, a identificação do fungo nas superfícies não configura um surto hospitalar, mas demanda ações imediatas de contenção. Entre as medidas adotadas estão:
Reforço na higienização de equipamentos e ambientes;
Monitoramento de possíveis contatos;
Manutenção do isolamento do paciente;
Vigilância contínua para evitar disseminação.
A secretaria também informou que não há novos casos em investigação no Rio Grande do Norte até o momento.
O episódio reacende o alerta sobre a importância do controle rigoroso de infecções hospitalares e da vigilância epidemiológica constante, especialmente diante de micro-organismos resistentes que representam desafio crescente para a saúde pública.