A Polícia Civil de Santa Catarina finalizou o inquérito que apurou a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, caso que gerou forte comoção social e mobilização de defensores da causa animal no estado. O crime ocorreu na região da Praia Brava, em Florianópolis, e agora avança para a esfera judicial.
De acordo com a investigação, foi solicitada à Justiça a internação de um adolescente apontado como o principal responsável pelo ataque que resultou na morte do animal. Ao longo das apurações, oito adolescentes chegaram a ser investigados, mas apenas um foi formalmente responsabilizado.
Além disso, três adultos foram indiciados pelo crime de coação de testemunha. Segundo a Polícia Civil, eles teriam tentado interferir no andamento das investigações, o que motivou o aprofundamento das diligências e o cumprimento de mandados judiciais.
O inquérito contou com um amplo trabalho técnico. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas, mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança foram analisadas e ferramentas tecnológicas foram empregadas para confirmar a presença do adolescente no local e no momento do crime. Durante a investigação, também foram apreendidos celulares e outros materiais considerados relevantes para a elucidação dos fatos.
Por envolver menores de idade, o processo tramita sob segredo de Justiça, o que restringe a divulgação de detalhes adicionais sobre os envolvidos e as circunstâncias específicas da morte do animal.
Com a conclusão do inquérito, o caso agora segue para análise do Ministério Público e do Judiciário, que decidirão sobre as medidas cabíveis. A morte de Orelha reacendeu o debate sobre crimes contra animais, responsabilização de adolescentes e a necessidade de políticas públicas mais eficazes de proteção animal.