sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Operação Arcanjos XIX mira rede de abuso sexual infantil e cumpre mandados em três estados

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Arcanjos XIX, com foco no combate aos crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados no ambiente virtual. A ação é resultado de uma investigação iniciada a partir de uma denúncia anônima, apurada por uma promotoria especializada com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRN).
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia e da Paraíba. As investigações apontaram a existência de diálogos entre os alvos da ação e um investigado no Rio Grande do Norte, nos quais eram discutidas formas de aquisição e troca de material contendo abuso sexual infantojuvenil, por meio de plataformas digitais.
De acordo com o MPRN, o objetivo central da operação é combater crimes relacionados à compra, posse e compartilhamento de imagens, vídeos e outros arquivos com cenas de sexo explícito ou pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, prática que tem se intensificado no ciberespaço.
Durante o cumprimento de um dos mandados na Bahia, um dos investigados foi preso em flagrante, após a localização de material ilícito armazenado em dispositivos eletrônicos.
A ação contou com o apoio dos Gaecos do Ministério Público da Bahia (MPBA) e do Ministério Público da Paraíba (MPPB), além das Polícias Civil e Militar dos respectivos estados, que atuaram de forma integrada no cumprimento das ordens judiciais.
Foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, capazes de conter fotos, áudios e vídeos. Todo o material recolhido será encaminhado ao laboratório forense computacional do Gaeco, onde passará por análise técnica para confirmação da existência de conteúdo ilegal.
A Operação Arcanjos XIX reforça o compromisso das instituições de justiça no enfrentamento rigoroso aos crimes que violam a dignidade e os direitos de crianças e adolescentes.

Foto: reprodução