A Câmara Municipal do Recife decidiu, nesta terça-feira (3), rejeitar o pedido de impeachment apresentado contra o prefeito João Campos (PSB). A denúncia foi arquivada após votação em plenário que não alcançou o número mínimo de votos exigido para abertura de investigação.
Ao todo, 25 vereadores votaram contra o prosseguimento do pedido, 9 foram favoráveis e houve uma abstenção. Para que o processo avançasse à fase de apuração em comissão, seriam necessários pelo menos 19 votos favoráveis entre os 37 parlamentares da Casa Legislativa, o que não ocorreu.
A solicitação de impeachment foi protocolada pelo vereador Eduardo Moura (Novo). Ele alegava a existência de crime de responsabilidade e improbidade administrativa envolvendo a nomeação de um procurador municipal para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PcD).
Segundo a denúncia, o servidor havia participado do concurso público realizado em 2022 fora do sistema de cotas para PcD. No entanto, em 2025, o candidato teria apresentado um laudo médico atestando transtorno do espectro autista (TEA), o que o levou a figurar como primeiro colocado na lista específica dessa modalidade.
Com a rejeição do pedido pelo plenário, o processo não seguiu para análise em comissão e foi oficialmente arquivado, encerrando qualquer possibilidade de investigação no âmbito da Câmara Municipal sobre o caso.
Até o momento, a Prefeitura do Recife não se manifestou oficialmente sobre a decisão do Legislativo.