Uma grande operação integrada das forças de segurança pública foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (27) no Rio Grande do Norte. Batizada de “Operação Narke”, a ação foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e executada pela Polícia Civil do RN, com apoio da Receita Federal e da Polícia Penal.
O objetivo da ofensiva foi combater o tráfico de drogas, desarticular organizações criminosas e interromper esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao crime organizado no estado.
Segundo as investigações, o trabalho policial teve início após a prisão em flagrante de um suspeito ocorrida em 3 de janeiro de 2025. Na ocasião, foram apreendidos entorpecentes, munições e materiais utilizados no tráfico de drogas.
A partir da análise dos celulares apreendidos, os investigadores identificaram a atuação estruturada de uma organização criminosa com divisão de funções, hierarquia definida e intensa movimentação financeira considerada ilícita.
As apurações apontaram ainda que o grupo continuava sendo comandado por um dos investigados mesmo após ele ter sido preso. Conforme a polícia, o suspeito seguia repassando ordens relacionadas ao tráfico de drogas, aquisição de armas e movimentações financeiras da organização.
Durante o avanço das investigações, também foi constatado o uso de terceiros para ocultar valores obtidos através das atividades criminosas, prática conhecida como lavagem de dinheiro.
Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou o bloqueio e indisponibilidade de bens e valores que ultrapassam R$ 3,3 milhões. A medida foi determinada pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRIM).
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva. Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante no bairro Planalto, em Natal, totalizando 10 prisões durante a operação.
As diligências aconteceram nos bairros Planalto e Nova Descoberta, em Natal, além do município de Pau dos Ferros, no interior do estado.
As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a análise financeira do grupo.