quarta-feira, 13 de maio de 2026

MP PEDE ARQUIVAMENTO DE CASO ENVOLVENDO MORTE DO CACHORRO “ORELHA” EM FLORIANÓPOLIS

O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento das investigações envolvendo a morte do cachorro “Orelha”, caso que gerou grande repercussão nas redes sociais após adolescentes serem acusados de supostas agressões contra o animal em Praia Brava, em Florianópolis.
Segundo o MP, após a análise de quase dois mil arquivos, incluindo imagens e laudos periciais, foi concluído que o cão sofria de uma doença grave e preexistente, não havendo provas de que os adolescentes tenham agredido o animal.
As investigações apontaram que, no horário em que os adolescentes estavam nas proximidades do deck da praia, o cachorro estava a cerca de 600 metros de distância. Imagens de câmeras de segurança também mostraram que o animal não apresentava sinais de debilidade mesmo após o período em que as supostas agressões teriam ocorrido.
O cachorro “Orelha”, que morreu em janeiro deste ano e passou por eutanásia, teve o corpo exumado durante as investigações. O laudo veterinário não encontrou fraturas nem lesões compatíveis com violência humana.
Ainda conforme a perícia, foram identificados sinais de osteomielite, uma grave infecção óssea crônica, além de uma lesão antiga no crânio, causada por perda de pelos, inflamação e descamação.
O Ministério Público afirmou ainda que as acusações contra os adolescentes surgiram a partir de boatos, comentários de terceiros e conteúdos divulgados nas redes sociais. Segundo os promotores, essas narrativas acabaram direcionando as investigações com base em suposições, afastando outras linhas que poderiam ter sido aprofundadas desde o início.
Com isso, o MP solicitou oficialmente o arquivamento do procedimento relacionado às denúncias envolvendo os adolescentes.
O caso gerou intenso debate nas redes sociais sobre julgamentos precipitados, disseminação de informações sem confirmação e o impacto das acusações virtuais.