sexta-feira, 6 de março de 2026

Acusado de matar prefeito Neném Borges vai a júri popular em Natal na próxima segunda-feira

A Justiça do Rio Grande do Norte realizará, na próxima segunda-feira (9), o júri popular de Vando Fernandes Gomes, acusado de assassinar o então prefeito de São José do Campestre, Neném Borges.
O julgamento está marcado para começar às 8h e ocorrerá no Plenário do Júri do Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, em Natal.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o acesso ao plenário será restrito. Apenas advogados, representantes do Ministério Público, servidores da Justiça e demais partes diretamente envolvidas no processo poderão acompanhar a sessão. A limitação ocorre devido à interdição temporária da entrada do plenário para a realização de obras de acessibilidade no local.
Segundo informações da 1ª Vara Criminal de Natal, cinco testemunhas deverão ser ouvidas inicialmente. Os depoimentos estão previstos para ocorrer durante o período da manhã, enquanto a parte da tarde será reservada para os debates entre acusação e defesa. A expectativa é que o julgamento seja concluído ainda no mesmo dia.
Crime aconteceu dentro da casa do prefeito
Neném Borges foi morto na noite de 18 de abril de 2023, dentro da própria residência, em São José do Campestre. O então prefeito, que tinha 43 anos, estava sentado no sofá quando foi atingido por três disparos no rosto.
De acordo com as investigações, o autor do crime teria entrado na casa após pular o muro de uma escola abandonada nas proximidades e passar por um beco. O portão da residência estava aberto no momento da invasão. As balas utilizadas no homicídio eram de calibre 38.
Ainda segundo as apurações, o atirador utilizava capuz e luvas para dificultar a identificação.
Prisão ocorreu em São Paulo
O acusado, Vando Fernandes Gomes, foi preso no dia 19 de janeiro de 2024, cerca de nove meses após o crime. A captura aconteceu no município de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
As investigações apontam que o assassinato teria sido motivado por vingança. Conforme a apuração policial, o acusado culpava o prefeito por operações policiais realizadas no município, que teriam como alvo integrantes de uma facção criminosa da qual ele seria liderança local.
Dias antes do homicídio, o suspeito havia sido alvo de uma operação policial.
Agora, caberá ao júri popular decidir o futuro do acusado pelo assassinato que chocou a população do interior do Rio Grande do Norte.