quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Paraibano passa três dias preso após erro em CPF em mandado expedido pela Justiça do RN

Um funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) viveu dias de angústia após ser preso por engano na cidade de Itabaiana, no Agreste paraibano. O homem foi confundido com outra pessoa de mesmo nome, condenada por roubo qualificado pela Justiça do Rio Grande do Norte a mais de três anos de prisão.
José Wellington Alves de Almeida foi detido no dia 7 de fevereiro, durante o plantão de trabalho, após policiais cumprirem um mandado de prisão expedido pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Natal. O mandado havia sido inserido no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 20 de janeiro.
O problema ocorreu porque o documento continha o CPF do paraibano, o que levou os agentes até o endereço dele. Ele permaneceu preso por três dias até que o equívoco fosse esclarecido.
Como ocorreu o erro
Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) informou que o erro no cadastro do CPF pode ter ocorrido ainda na fase inicial da denúncia-crime, antes do processo chegar ao sistema do Judiciário. Segundo o órgão, a 14ª Vara Criminal não realizou qualquer alteração nos dados do denunciado e expediu o mandado com as informações constantes nos autos.
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização do caso.
Atuação das forças de segurança
A Polícia Militar informou que agiu dentro do estrito cumprimento do dever legal, após consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), onde constava um mandado ativo e vigente no sistema oficial.
Já a Polícia Civil da Paraíba declarou que a prisão não foi ilegal, destacando que o mandado continha todos os dados, incluindo o CPF, e que as informações coincidiam com os registros apresentados no sistema. A corporação afirmou ainda que a autoridade policial responsável pelo caso realizou um trabalho técnico e criterioso.
O caso levanta questionamentos sobre a checagem de dados nos sistemas judiciais e os impactos que falhas cadastrais podem causar na vida de cidadãos inocentes.