A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Pleonexia II, uma nova ofensiva contra um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro associado a fraudes em investimentos de alto rendimento. A ação mira um núcleo especializado na ocultação e dissimulação de bens e valores pertencentes a uma organização criminosa que atuava em diferentes estados do país.
Por determinação da Justiça Federal, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, além de ordens de bloqueio de bens, nos estados do Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio Grande do Sul. A investigação é um desdobramento direto de uma fase anterior da operação, que revelou a existência de um grupo criminoso voltado à captação de recursos de investidores, por meio de promessas de ganhos muito acima dos praticados no mercado financeiro.
Advogado é alvo em Natal
Em Natal, a operação teve como um de seus principais alvos um advogado, que teve mandados cumpridos tanto em sua residência, localizada no condomínio Georgina Lucena, no bairro de Petrópolis, quanto em seu escritório profissional, em Lagoa Nova. Ao todo, cinco endereços na capital potiguar foram alvos da Polícia Federal.
Embora a PF ainda não tenha detalhado oficialmente o papel de cada investigado, a apuração indica que o núcleo agora atingido seria responsável por estruturar mecanismos complexos de lavagem de dinheiro, garantindo a movimentação e a reinserção, no mercado formal, de valores obtidos de forma ilícita.
Empresas de fachada e contratos simulados
Segundo as investigações, o esquema utilizava empresas de fachada, contratos simulados e negociações fictícias para ocultar a origem dos recursos. Parte significativa do dinheiro teria sido direcionada à aquisição e revenda de bens de alto valor, estratégia comum para dar aparência de legalidade ao patrimônio obtido com as fraudes.
O golpe original estaria ligado a supostos projetos de produção e comercialização de energia, apresentados como oportunidades altamente lucrativas e seguras, o que atraiu vítimas em diferentes regiões do país.
Apreensões e próximos passos
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais apreenderam veículos, equipamentos eletrônicos, documentos e anotações, materiais que agora passam por análise minuciosa. O objetivo é aprofundar as investigações, identificar novos envolvidos e viabilizar o ressarcimento das vítimas lesadas pelo esquema.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras, cujas penas, somadas, podem resultar em longos períodos de reclusão, conforme o avanço do processo judicial.
A Polícia Federal reforça que as investigações seguem em andamento e que novas fases da operação não estão descartadas.