Os trabalhadores que recebem o salário mínimo ou valores vinculados a ele começam a sentir no bolso, a partir desta semana, os efeitos do novo reajuste nacional. O salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de R$ 103, equivalente a 6,79%, e já está em vigor desde janeiro deste ano, sendo pago na folha salarial de fevereiro.
O reajuste foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em dezembro e segue a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal. A atualização leva em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento da economia brasileira.
Como foi calculado o reajuste do salário mínimo
De acordo com a regra vigente, o salário mínimo sofre duas correções principais:
Inflação acumulada (INPC) dos 12 meses até novembro do ano anterior, que foi de 4,18%
Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, que em 2024 registrou alta de 3,4%, conforme revisão do IBGE
No entanto, o arcabouço fiscal limita o ganho real acima da inflação a um intervalo entre 0,6% e 2,5%, o que acabou influenciando no valor final aprovado.
Com base nessa metodologia, o salário mínimo calculado chegou a R$ 1.620,99, sendo arredondado para R$ 1.621, conforme determina a legislação.
Impacto na economia brasileira
Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. O impacto positivo ocorre principalmente por meio do aumento do consumo, da renda das famílias e da arrecadação de tributos.
Mesmo em um cenário de maior controle fiscal e contenção de gastos públicos, o reajuste é visto como um importante instrumento de estímulo econômico e de preservação do poder de compra da população que depende do piso nacional.
Quem é beneficiado com o novo salário mínimo
Além dos trabalhadores formais que recebem um salário mínimo, o reajuste também afeta:
Aposentados e pensionistas do INSS
Beneficiários de programas sociais atrelados ao piso nacional
Trabalhadores informais que usam o mínimo como referência de renda
O novo valor já começou a ser pago e deve refletir diretamente na renda de milhões de brasileiros ao longo do ano.