Um novo capítulo do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein voltou a abalar a família real britânica. Documentos recentemente tornados públicos nos Estados Unidos trouxeram à tona registros que reacenderam questionamentos sobre a relação do ex-príncipe Andrew com o financista condenado por crimes sexuais.
De acordo com os arquivos divulgados, há indícios de que Andrew manteve contatos com Epstein mesmo após a condenação do empresário, fato que contraria versões apresentadas anteriormente pelo membro da realeza. Além disso, imagens e documentos antigos voltaram a circular nas redes e na imprensa internacional, ampliando a pressão pública e política sobre o caso.
Diante da repercussão, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, se pronunciou afirmando que o ex-príncipe deveria prestar depoimento ao Congresso dos Estados Unidos. Para Starmer, qualquer pessoa que possua informações relevantes tem a responsabilidade moral e institucional de colaborar com as investigações, especialmente em respeito às vítimas envolvidas no escândalo.
Andrew, que já havia sido afastado de funções oficiais e perdeu títulos e benefícios ligados à monarquia nos últimos anos, voltou a negar qualquer irregularidade. Até o momento, ele não se manifestou especificamente sobre o conteúdo dos novos documentos divulgados.
O Palácio de Buckingham também adotou uma postura de silêncio, evitando comentar o assunto. A ausência de posicionamento oficial reforça o clima de tensão em torno da monarquia, que enfrenta mais um episódio delicado em meio ao esforço de preservar sua imagem pública.
As novas revelações reacendem o debate internacional sobre responsabilidades, transparência e justiça, mantendo o nome do ex-príncipe no centro de um dos maiores escândalos da história recente envolvendo figuras de poder.