O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento sigiloso para apurar possíveis tentativas de aliciamento de mulheres brasileiras supostamente relacionadas ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein. A investigação foi aberta na terça-feira (10 de fevereiro) e está sob responsabilidade da procuradora da República Cinthia Gabriela Borges.
De acordo com informações preliminares, o objetivo do MPF é analisar situações em que mulheres brasileiras possam ter sido alvo de aliciamento, além de verificar a eventual existência de redes estruturadas no país que atuassem nesse tipo de prática.
Troca de e-mails levanta suspeitas
Na última semana, o órgão recebeu denúncia envolvendo uma troca de e-mails datada de 2010 entre Epstein e uma mulher brasileira. Nas mensagens, há menção a uma possível viagem de uma jovem de Natal para os Estados Unidos. A mulher foi descrita como sendo de “família simples”.
Segundo o conteúdo revelado, Epstein teria solicitado fotos da brasileira usando biquíni ou sutiã. Até o momento, não há confirmação sobre a finalidade da viagem, nem se ela chegou a ocorrer. O caso, no entanto, acendeu alerta nas autoridades federais.
Investigação sigilosa
O procedimento tramita sob sigilo, o que limita a divulgação de detalhes. A intenção do MPF é aprofundar a análise documental, identificar possíveis vítimas e entender se houve atuação de intermediários ou recrutadores em território brasileiro.
Fontes próximas à apuração indicam que este não é o único episódio sob análise, o que pode ampliar o alcance das investigações nas próximas semanas.
Contexto internacional
Jeffrey Epstein foi preso em 2019, acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual de menores. Ele morreu na prisão enquanto aguardava julgamento, em um caso que gerou repercussão mundial e levantou questionamentos sobre possíveis conexões internacionais.
Agora, as autoridades brasileiras buscam esclarecer se houve desdobramentos no Brasil e se mulheres do país foram vítimas de tentativas de aliciamento.
O caso segue sob investigação.