domingo, 15 de fevereiro de 2026

Lucas Pinheiro Braathen conquista ouro inédito e coloca o Brasil no topo das Olimpíadas de Inverno 2026

O Brasil viveu um momento histórico neste sábado (14) com a conquista da primeira medalha de ouro do país em Jogos Olímpicos de Inverno. O responsável pelo feito foi Lucas Pinheiro Braathen, de 25 anos, que brilhou na prova do slalom gigante em Jogos Olímpicos de Inverno de 2026.
Principal nome da delegação brasileira em Milão-Cortina, Braathen confirmou o favoritismo ao fechar a soma das duas descidas com o tempo total de 2m25s, garantindo o lugar mais alto do pódio. Na segunda descida, o atleta marcou 1m11s08, desempenho decisivo para assegurar o ouro inédito.
Além da medalha histórica para o Brasil, Lucas também se tornou o primeiro atleta sul-americano a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno.
🏔️ Domínio técnico e fase impressionante
Braathen atravessa o melhor momento da carreira. Atual vice-líder do ranking mundial no slalom e também segundo colocado na classificação geral da Copa do Mundo, o brasileiro vem acumulando resultados expressivos.
A consistência impressiona: nas últimas oito etapas do circuito mundial, ele terminou sempre entre os cinco primeiros colocados.
Nesta temporada, já subiu ao pódio quatro vezes:
Ouro no slalom em Levi, na Finlândia
Prata no slalom em Wengen, na Suíça
Prata no slalom gigante em Alta Badia, na Itália
Prata no slalom gigante em Adelboden, na Suíça
A vice-liderança no ranking do slalom foi consolidada após a etapa de Kitzbühel, na Áustria, quando terminou em quarto lugar, ficando a apenas 0,04s do pódio e alcançando 401 pontos na classificação.
A pista do ouro
A medalha foi conquistada na tradicional pista de Stelvio, localizada no Bormio Ski Centre, no norte da Itália.
Conhecida pelo alto nível de dificuldade, a pista possui uma queda vertical de 1.023 metros e gradiente máximo de 63%, o que exige extrema técnica e controle dos atletas. O local tem capacidade para receber até 7 mil espectadores nas provas de esqui alpino.
No slalom gigante, modalidade disputada por Braathen, as curvas são mais abertas e a distância entre elas varia de 20 a 30 metros. O tempo médio de descida costuma ficar entre um minuto e um minuto e meio, exigindo precisão e velocidade na medida certa.
Escolha pelo Brasil
Filho de mãe brasileira, Lucas nasceu na Noruega, mas optou por defender o Brasil após romper com a federação norueguesa. Desde então, compete sob a bandeira verde-amarela, ampliando a visibilidade do país nos esportes de neve e inspirando uma nova geração.
Braathen volta às pistas na próxima segunda-feira (16), quando disputa a prova do slalom, modalidade mais técnica do esqui alpino, onde também é um dos favoritos.
O ouro de Lucas não é apenas uma medalha: é um marco para o esporte brasileiro e um capítulo histórico que ficará para sempre registrado nas Olimpíadas de Inverno.