A Polícia Civil de Santa Catarina apreendeu os celulares dos adolescentes acusados de envolvimento na morte do cachorro Orelha, um caso que causou forte comoção social e repercussão nacional e internacional. Os jovens estavam nos Estados Unidos e, assim que desembarcaram em território catarinense, foram intimados pelas autoridades e conduzidos à delegacia para prestar depoimento.
A apreensão dos aparelhos faz parte do avanço das investigações e tem como objetivo a análise de mensagens, registros e possíveis provas digitais que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e o grau de participação de cada envolvido. A Polícia Civil não detalhou o conteúdo que será analisado, mas confirmou que o material será periciado.
Enquanto o inquérito avança, a família dos adolescentes afirma viver um clima de medo e insegurança. Segundo relatos, há receio de represálias, ameaças e até de um possível linchamento, diante da revolta popular que o caso despertou. O episódio provocou protestos, campanhas nas redes sociais e pedidos por punições severas, ampliando a pressão sobre os envolvidos e seus familiares.
O caso Orelha se tornou símbolo de debates sensíveis no país, envolvendo violência contra animais, responsabilidade penal de adolescentes e o papel das redes sociais na intensificação do julgamento público. Especialistas alertam que, embora a indignação seja compreensível, é fundamental que o processo ocorra dentro da legalidade, respeitando os direitos e garantias previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Polícia Civil reforçou que as investigações seguem em andamento e que novas diligências não estão descartadas. O objetivo, segundo os investigadores, é reunir todos os elementos necessários para a conclusão do inquérito e o encaminhamento do caso ao Ministério Público.
Enquanto isso, o episódio segue mobilizando a opinião pública e levantando questionamentos sobre justiça, punição e os limites entre a cobrança social e o respeito ao devido processo legal.